terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O TEMPO


O tempo não é, minha amiga,
aquilo que você pensou:
as festas, as fotos antigas,
as coisa que você guardou;
os trastes, os móveis, as tranças,
os vinhos, os velhos cristais,
as doces canções de criança,
lembranças, lembranças demais.

  Você vem deitar no meu ombro,
querendo de novo, ficar.
Eu olho e até me assombro,
como pode esse tempo passar.
O tempo é areia que escapa,
até entre os dedos do amor,
depois é o vazio, é o nada,
é areia que o vento levou.

O medo correndo nas veias
deixou tanta vida pra trás.
E a gente ficou de mãos cheias
com coisas que não valem mais.
E fica um gosto de usado
naquilo que nem se provou.
A gente dormiu acordado
e o tempo depressa passou.


O tempo não pára no porto
não apita na curva,

não espera ninguém
                                                                          
                                                                "O Tempo" - Composição de Reginaldo Bessa



  
   


4 comentários:

Roberta Aymar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberta Aymar disse...
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Forever Two-Delírios de uma escorpiana... disse...

Eu acho que não há regras, fórmulas e forma de amar que possam nomear quando se ama certo ou errado...Acredito que quando se ama, sempre se acha que se ama da melhor forma possível! O grande problema é que queremos que o outro haja da forma que queremos e achamos ser o certo... O amor é tão livre quanto a nossa respiração. Ora cansada, ora ofegante, ora rápida...

Roberta Aymar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.