quarta-feira, 27 de abril de 2011

Caminhos



Caminho
Caminhos
Longos caminhos
Frágeis caminhos
Estranhos caminhos
Dolorosos caminhos

Caminhar solitário
ou à sombra de um sorriso,
sonhando sonhos
que já não se sonham mais.

Esperar o reencontro
ao final da curva,
onde a reta se refaz.

Caminhar,
maratonista da Vida,
inda que ferido, cansado, dorido,
mas sem largar a mão,
jamais.
(Alvaro Rodigues)

domingo, 24 de abril de 2011

Espera

Domingo de Páscoa de 2011.

NOITE DE PAZ
(Dolores Duran)

Dá-me, Senhor
Uma noite sem pensar
Dá-me Senhor
Uma noite bem comum
Uma só noite em que eu possa descansar
Sem esperança e sem sonho nenhum
Por uma só noite assim posso trocar
O que eu tiver de mais puro e mais sincero
Uma só noite de paz pra não lembrar
Que eu não devia esperar e ainda espero.

  


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Não sabe



Ele é triste.
Ele não sabe amar.
Ele não sabe ser feliz.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um dia


Um dia,
em algum lugar do presente,
saberemos o que somos
e o que fomos, 
nesta busca insaciável
de nós dois.

domingo, 10 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Desirée



Desirée, o amor de Napoleão

   
Bernardine Eugénie Désirée Clary era filha de um comerciante de sedas de Marselha e conheceu Napoleão Bonaparte quando este não passava de um promissor porém pobre oficial de artilharia, razão pela qual a família da moça vetou o romance que se iniciou entre os dois.
  
O filme, baseado em uma novela de Annemarie Selinko, sugere ter havido uma grande paixão entre os dois, que só não progrediu porque o corso, privilegiando suas ambições políticas, preferiu trocar a namorada pelos braços da frívola Josefina.

Alternando momentos de rigorosa fidelidade histórica com outros de total liberdade no tratamento dos fatos do passado, o filme de Henry Koster sintetiza a fulgurante carreira de Napoleão, interpretado, com segurança, pelo grande ator Marlon Brando.  (Alvaro Rodrigues)





Título Original:
"Desirée"
País:
EUA
Ano:
1964
Direção:
Henry Koster
Produção:
Julian Blaustein
Música:
Alex Norton
Cinematografia
Milton Krasner
  



Elenco:

  • Marlon Brando - Napoleão Bonaparte
  • Jean Simmons - Désirée Clary
  • Merle Oberon - Josephine
  • Michael Rennie - Jean-Baptiste Bernadotte
  • Cameron Mitchell - Joseph Bonaparte
  • Charlotte Austin - Pauline Bonaparte
  • Cathleen Nesbitt - Mme. Bonaparte
  • Carolyn Jones - Madame Tallien
  • Sam Gilman - Fouché
  • Larry Craine - Louis Bonaparte
  • John Hoyt - Talleyrand


domingo, 27 de março de 2011

Estranha forma de vida


Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda minha a saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
Tem este meu coração:
Vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
Coração que não comando:
Vive perdido entre a gente,
Teimosamente sangrando,
Coração independente.
Eu não te acompanho mais:
Pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
Porque teimas em correr,
Eu não te acompanho mais.

Guerreiros



Guerreiros são pessoas,
são fortes, são frágeis.
Guerreiros são meninos
no fundo do peito.
Precisam de um descanso,
precisam de um remanso,
precisam de um sonho
que os tornem refeitos...
(Gonzaguinha)


O velho


Me diga agora
O que é que eu digo ao povo,
o que é que tem de novo
pra deixar ?
Nada, 
só a caminhada longa, 
pra nenhum lugar
(Chico Buarque)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Benedito Nunes



Encontramo-nos, há muito tempo, no saudoso prédio da saudosa Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Pará. Ele, já um mestre; eu, neófito do saber.

Depois que saí  da FAFI,  para cair nas salas de aula - idealista docente de História -  nunca mais estivemos perto um do outro, como naquelas tardes no casarão da Generalíssimo Deodoro. Ainda assim, não me furtei ao conhecimento de sua brilhante carreira de pensador, professor, escritor.

Agora, ele se foi e eu continuo por aqui, ainda um aprendiz do saber, consciente de que ter sido seu aluno, mesmo que por um único e breve semestre, foi um privilégio que não muitos usufruiram, naqueles longínquos e tumultuosos anos 60 do Século XX.



Medo




Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços.
Não cantaremos o ódio, porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas



cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
                                                              - Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Martin Niemöller



"Primeiro eles vieram buscar os comunistas,  e eu não protestei porque eu não era comunista. 
Então, ele vieram buscar os judeus e eu não protestei, porque eu não era judeu.  
Então, eles vieram buscar os sindicalistas e eu não protestei, porque eu não era sindicalista.
Então, eles vieram buscar os católicos e eu não protestei, porque eu não era católico.
Então, quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém para protestar."




Martin Niemöller (Lippstadt, 14 de janeiro de 1892 - Wiesbaden, 6 de março de 1984) foi um pastor luterano alemão. Preso pelos nazistas, foi mantido em um campo de concentração até o final da guerra.
Em 1966,  foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz.